Mais uma vez venho falar do Escutismo. Desta vez foi um raid que decorreu entre o Bombarral e as Caldas da Rainha passando por muitos entrepostos pelo caminho. Levámos Dom Quixote na alma sempre divididos entre a fronteira da loucura e do sonho, aquela ténue fronteira do horizonte. Claro que o nosso fiel Dom Sancho Pança sempre de coração cheio de esperança pelo seu fiel patrão e companheiro Dom Quixote. Claro que o caminho não é fácil e por vezes tivémos de montar Rocinante e Rucio para aliviar os pés. Seguimos caminho sempre em busca da linda Dulcineia e do combate com o famoso cavaleiro da Lua.
Saímos do Bombarral de lança na mão em direcção a Cezaredas. O caminho foi feito de forma suave e bastante descontraída, em que aproveitámos para ir recordando os anos em que realizávamos raids em cada actividade que fazíamos. Tudo fazia querer numa excelente actividade. em Cezaredas construímos os elmos que nos iam proteger em tão valorosa demanda. è importante conservar o nosso foco de razão. Depois Serra D'El Rei foi o próximo posto onde construímos o nosso escudo. O que foi representado foram os símbolos que considerámos mais importantes, a cruz de Cristo, a flor de Lis (sinal de Escutismo), os folheados da Natureza, o nosso elmo sinal da nossa equipa e por fim a faixa a dizer: "Et pluribus unum". a seguir fomos até Atouguia da Baleia. O caminho foi bastante animado e o caminho desapareceu debaixo dos nossos pés sem disso nos apercebermos. Neste posto realizámos a nossa couraça, capaz de defender o nosso coração. Seguimos então até ao posto final em Peniche passando pelo meio do IP onde descontraímos, curámos os nossos problemas físicos e tratámos um bocadinho do nosso corpo com um banho, um jantar e uma bela dormida.
No dia a seguir e uniformizados seguimos a pé até Ferrel onde assistimos à missa, de coração cheio de sonhos sabendo que neste caminho cada equipa levava mais um elemento consigo. o próximo posto foi na lagoa de Óbidos, só que devido ao estado em que as botas me tinham deixado os pés não pude realizar o percurso. Aí as águas esperavam-nos numa louca corrida de jangada. Ninguém se conseguiu equilibrar em cima dela mas não fez mal. Nessa altura o Bate Mal lembrou-se de uns ténis a mais que tinha, que associados aos pensos higiénicos me permitiram seguir percurso. O outro posto foi no moinho de S. Mamede. Pelo caminho nada de jeito fizémos excepto mostrar a pulmões cheios que sabíamos cantar A Canoa de BP. No moinho treinámos a pontaria sem grande efeito. Chamámos então pelas nossas últimas forças e seguimos para Óbidos. Fomos acolhidos pelo chefe Pedro do agrupamento local onde tomámos banho e descançámos antes de jantar. Depois seguiu se o melhor momento de toda a actividade em que uma verdadeira fogueira se acendeu em nosso redor e apagou todas as sombras que encobriam o nosso clã. Não vou sequer referir mais nada, porque foi um momento de tal forma intenso que deve permanecer apenas nas nossas almas.
No dia seguinte fomos até ao castelo de Óbidos onde realizámos um torneio com as nossas quadrigas utilizando força, equilíbrio e muita boa disposição. Partimos de seguida para o Nadadouro. Cantámos muito muito muito e foi como se através da música nos tivéssemos a expressar. Nesse posto Dom Sancho foi posto à prova bem como Rucio e Rocinante. Seguimos então para as Caldas da Rainha onde fizemos a discussão final do Sonho e da Loucura. Seguimos finalmente para casa para descançar. Muito fica por dizer mas o que é verdade é que ficou mais um passo realizado em direcção ao sonho.... ou à loucura.... só o tempo o dirá!
domingo, 25 de outubro de 2009
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