sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Amigo de alma e coração

Começa por H termina em r. Hélder é o nome dele. Talvez ele não saiba mas este é o significado do nome dele:

"Significa luminoso, límpido e indica um homem muito sóbrio, que sempre conquista as pessoas com as quais se envolve. Elas nunca se cansam de louvar sua coragem, sua perspicácia e a força do seu caráter."

Penso que só estas duas frases dizem muito da pessoa que o Hélder é... Confesso a minha grande tristeza por ver aquela que era a pedra base deste clã partir, mas às vezes o serviço grita muito mais alto, e o sentido do dever que sempre o caracterizou chamaram-no.

Quero apenas deixar esta homenagem ao amigo,ao homem,ao caminheiro que sempre me orgulhou em toda a sua obra.

Isto não é um adeus, espero que seja apenas um até já...

Drave -> uma reportagem da alma

uma foto espetacular de dois grandes clãs
a espetacular casinha do silêncio
A melhor imagem da Drave, a amizade, a natureza, tudo e nada



Entre o nevoeiro que se abria a Drave ia sendo descoberta



Terra de pastores, pôr-do-sol lindos e de muita mística da IV

Montes e montanhas de tamanhos encantos,isto é a mágica Drave


Nos trilhos traçados, seguimos passo a passo cada um a sua caminhada

Mais uma bela foto do encanto da natureza


As famosas piscinas da Drave

A nossa linda aldeia,a Drave

Drave, passos de uma descida e de uma subida

Saudações!

Venho agora acrescentar mais uma pegada ao meu trilho. De 19 a 23 de Agosto estive numa aldeia remota perdida nos montes acima de S. Pedro do Sul e abaixo de Arouca chamada de Drave. Parte desta aldeia foi comprada pelo CNE (Corpo Nacional de Escutas), para ser a base nacional da IV secção, ou seja, dos caminheiros.

Esta actividade foi feita em conjunto entre o clã do meu agrupamento, o 647 S. Mamede da Ventosa e o 1277 da Encarnação.

Partimos no dia 19 pela madrugada muito entusiasmados com a magia da Drave que nos aguardava. Sentíamos o coração pulsar de alegria conforme nos aproximávamos do reencontro há muito aguardado. Chegámos, descemos, montámos e contemplámos a beleza natural que sóa Drave proporciona. É um retiro pessoal e espiritual fenomenal porque como vimos uma frase no livro do sol dizer: "Drave é um mundo dentro de outro mundo".

No segundo dia fomos realizar o trilho do sol, um encontro dos caminheiros com o seu padroeiro São Paulo. Para mim foi um aprofundar da vivência e do exemplo deste santo que deu um verdadeiro sentido à palavra evagelização bem como ao serviço!! Ainda houve tempo para subir o rio e disfrutar das imagens únicas que nos são dadas pelas montanhas.
Nessa noite, já bem de madrugada decidimos subir um dos montes da Drave.Foi uma subida penosa e um tanto ou quanto dificíl,mas que compensou. O céu é muito mais intenso ali,muito mais estrelado, completamente único! No entanto não cheguei ao topo, fiquei um bocadinho abaixo,talvez a representação que eu não estava destinado a ali chegar, mas a ficar na eterna luta de chegar ao topo.

No dia seguinte fomos até Regoufe, uma pequena aldeia lá perto que fica a 4 Km de dstância por caminho de cabras :P Aí percebemos o Portugal rural e longíquo das grandes cidades. Pessoas que se consideram ricas apenas porque podem andar calçadas, dá muito em que pensar na simplicidade que deveríamos ter e não temos. Ainda visitámos as minas de volfrâmio e comemos umas belas peras entre cabras,ovelhas e lindas vacas.

Chegou então o dia muito aguardado. o sábado em que iríamos deixar um pouco de nós na Drave, o dia do serviço! No entanto desilusão das desilusões, ninguém do staff apareceu para nos dar indicações e foi um dia muito amargo por isso mesmo porque a actividade ficou eternamente incompleta. Ainda realizámos um pequeno fogo de conselho mas para mim ficou sempre o vazio do dia.

O Domingo foi dia de despedidas, reflexão e de partida. escrevemos 4 post its. Três deles com uma frase que nos lembra-se o período pré conversão de S. Paulo, outro com a conversão e outro no período de evangelização do apóstolo. O quarto e último post it foi para escrever o que nos ia na alma, os objectivos que deixávamos no nosso coração para aplicarmos quando voltássemos ao mundo real. Queimámos os papéis dentro de uma vasilha de barro que partimos para que cada um pudesse levar consigo o seu objectivo e o de todos os outros.

Acho que cumprimos o objectivo. Criámos laços fortes como clã da Encarnação, deixámos que a nossa alma voasseum pouco mais. Criámos a base para aquilo que queremos de todos os caminheiros, uma união forte para não ter medo de nada. E claro deixarmos o nosso tributo ao Hélder.